sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Anjo

"Um homem só encontra a mulher ideal quando olhar no seu rosto e ver um anjo e, tendo-a nos braços, ter as tentações que só os demônios provocam..."
Pablo Neruda

SE NÃO ME QUERES AMAR



Se não me queres amar,
ama-me assim mesmo,
porque de amor eu vivo,
mesmo em tua ausência.

Se não te quero amar,
amo-te assim mesmo,
porque de amor vives,
mesmo quando me ausento.

11/10/2010 - 2h16
In “Intemperanças”, inédito Thereza Rocque da Motta

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Cogumelo

Pra quem gasta de ótimas receitas ou saber as riquesas de um dos melhores ingrediente para se usar na  culinária. Visitem

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O saber não pesa na cabeça nem ocupa lugar


Muito contente com as mudanças que estão ocorrendo na minha vida. Principalmente a leitura que me fez abrir os olhos para inúmeras coisas. Nem acredito, mas já estou no 17º livro, só este ano. E a cada poema que escrevo vou adquirindo um saber incalculável.  


Uma verdadeira correria. Mas estou adorando o curso. Logo a data chega e vamos ver se faço uma segunda faculdade...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

domingo, 16 de outubro de 2011

Falso



Repousei pedaços de coração em tua bebida
Respiro  as regras  que  me deixam  vencida
Afogo-te, amor, com  a minha  alma perdida
Reviro podres cóleras que secam as mordidas
Sob lamentações vem clareando velas servidas
Peço-te em falsete que  me tenhas em batidas
Enveneno seus lábios em gotas das iras traídas
Levitarás de dor sobre pedras de calcário polidas
Vidas amargas que sofrem e calam sem medida. (Paty Magu)

Monólogo de Agosto

 
Vejo na face de algumas pessoas a confusão do que ouviram e nem sabem o que dizem por que já esqueceram o que Sócrates e as suas três peneiras diziam. Ninguém ouviu ninguém dizer: eu vi. Apenas concordam que ouviram dizer. O anônimo torna-se o coadjuvante da história e pobre daquele que for o protagonista. Devo me entregar a toda essa ignorância? Não.

Enquanto escrevo vou fingir que meu cotidiano esta normal. Um novo capítulo começa sem mudar nada de como era o capitulo anterior. Lá fora esta um verdadeiro caos, mas não preciso que me entendam, vou selar minha boca para não ouvir mais nada. Interpretem minha vida como quiser.

Sinto-me coagida com toda a situação, ainda mais por estar sozinha num território que não é meu. Vou sorrir com um certo constrangimento para sentir a calma ainda que vazia e sem alegrias. Estou carente como uma criança que se desespera ao achar que esta sozinha e choro com facilidade.

Tenho prazer em ser mulher, mulher feminina, mulher que quer amar e ser amada. Mesmo que nada de tudo tenha me assustado até que se complete a metamorfose que procurei, mesmo que eu morra sozinha não mentirei e nem direi a verdade mais a ninguém. Talvez enfim eu esteja me descobrindo, tudo era vazio e vazio ainda esta.

Jamais imaginei o peso de uma reputação, muitos olhos vigiam a minha vida e tomo consciência disso. Ah, impossível saber como será e talvez meu novo modo não faça sentido, posso continuar perdida com as minhas verdades incompreensíveis. Mas tentei!

Desordenei as coisas porque perdi o que não precisava, mas perdi alguma coisa que me era essencial, uma bússola bem pequena do tamanho da palma da minha mão ou do tamanho do meu coração que agora esta desprotegido.

Serei covarde, porque não tenho coragem e meu tripé parece instável, por isso eu sonho antes de adormecer e procuro escolher o que quero sonhar, sonhar com aquilo que não posso ter, sonambulando pelas noites com meus pensamentos desnorteados.

Preciso caber no sistema, caminhar com minhas próprias pernas e devo ser o oposto da minha serenidade com doces ironias dos que dizem ter a alma formada, uma alma perfeita, sem erros, uma alma que é isenta de paixão. Forcei-me a lembrar que eu tinha a responsabilidade de saber disso. E no momento em que tive nas mãos o verdadeiro peso, eu tive medo.

Esse esforço em escrever facilita um pouco, nunca saberei entender, mas há de haver quem um dia entenda. Até este dia chegar eu vou ficando com a pele opaca e cada dia me sentindo mais e mais envelhecida. Mas aliviava por ter seguido a honestidade, porque acredito na felicidade e acredito que vivemos fases para conhecermos um outro mundo, uma outra maneira de pensar e talvez mudar sem o medo de simplesmente existir.
 
Paty Magu