quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Cogumelo

Pra quem gasta de ótimas receitas ou saber as riquesas de um dos melhores ingrediente para se usar na  culinária. Visitem

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O saber não pesa na cabeça nem ocupa lugar


Muito contente com as mudanças que estão ocorrendo na minha vida. Principalmente a leitura que me fez abrir os olhos para inúmeras coisas. Nem acredito, mas já estou no 17º livro, só este ano. E a cada poema que escrevo vou adquirindo um saber incalculável.  


Uma verdadeira correria. Mas estou adorando o curso. Logo a data chega e vamos ver se faço uma segunda faculdade...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

domingo, 16 de outubro de 2011

Falso



Repousei pedaços de coração em tua bebida
Respiro  as regras  que  me deixam  vencida
Afogo-te, amor, com  a minha  alma perdida
Reviro podres cóleras que secam as mordidas
Sob lamentações vem clareando velas servidas
Peço-te em falsete que  me tenhas em batidas
Enveneno seus lábios em gotas das iras traídas
Levitarás de dor sobre pedras de calcário polidas
Vidas amargas que sofrem e calam sem medida. (Paty Magu)

Monólogo de Agosto

 
Vejo na face de algumas pessoas a confusão do que ouviram e nem sabem o que dizem por que já esqueceram o que Sócrates e as suas três peneiras diziam. Ninguém ouviu ninguém dizer: eu vi. Apenas concordam que ouviram dizer. O anônimo torna-se o coadjuvante da história e pobre daquele que for o protagonista. Devo me entregar a toda essa ignorância? Não.

Enquanto escrevo vou fingir que meu cotidiano esta normal. Um novo capítulo começa sem mudar nada de como era o capitulo anterior. Lá fora esta um verdadeiro caos, mas não preciso que me entendam, vou selar minha boca para não ouvir mais nada. Interpretem minha vida como quiser.

Sinto-me coagida com toda a situação, ainda mais por estar sozinha num território que não é meu. Vou sorrir com um certo constrangimento para sentir a calma ainda que vazia e sem alegrias. Estou carente como uma criança que se desespera ao achar que esta sozinha e choro com facilidade.

Tenho prazer em ser mulher, mulher feminina, mulher que quer amar e ser amada. Mesmo que nada de tudo tenha me assustado até que se complete a metamorfose que procurei, mesmo que eu morra sozinha não mentirei e nem direi a verdade mais a ninguém. Talvez enfim eu esteja me descobrindo, tudo era vazio e vazio ainda esta.

Jamais imaginei o peso de uma reputação, muitos olhos vigiam a minha vida e tomo consciência disso. Ah, impossível saber como será e talvez meu novo modo não faça sentido, posso continuar perdida com as minhas verdades incompreensíveis. Mas tentei!

Desordenei as coisas porque perdi o que não precisava, mas perdi alguma coisa que me era essencial, uma bússola bem pequena do tamanho da palma da minha mão ou do tamanho do meu coração que agora esta desprotegido.

Serei covarde, porque não tenho coragem e meu tripé parece instável, por isso eu sonho antes de adormecer e procuro escolher o que quero sonhar, sonhar com aquilo que não posso ter, sonambulando pelas noites com meus pensamentos desnorteados.

Preciso caber no sistema, caminhar com minhas próprias pernas e devo ser o oposto da minha serenidade com doces ironias dos que dizem ter a alma formada, uma alma perfeita, sem erros, uma alma que é isenta de paixão. Forcei-me a lembrar que eu tinha a responsabilidade de saber disso. E no momento em que tive nas mãos o verdadeiro peso, eu tive medo.

Esse esforço em escrever facilita um pouco, nunca saberei entender, mas há de haver quem um dia entenda. Até este dia chegar eu vou ficando com a pele opaca e cada dia me sentindo mais e mais envelhecida. Mas aliviava por ter seguido a honestidade, porque acredito na felicidade e acredito que vivemos fases para conhecermos um outro mundo, uma outra maneira de pensar e talvez mudar sem o medo de simplesmente existir.
 
Paty Magu

Hipocrisia


Sociedade de falsos moralistas
Surdos da verdade, cegos machistas
Hipócritas pobres em seus amores
Peçonhentos desocupados malfeitores
Ricos na inveja sem nada a justificar
Canalhas que adoram imoralizar
 
Paty Magu

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Questionar o amor

O Ser Humano necessita da companhia de uma outra pessoa. Precisa compartilhar o amor que sente e o amor que deseja ter por alguém. Muitas das nossas fases vividas estamos sempre a depender do afeto de alguém. Na infância, de nossos pais e irmãos, e na vida adulta de um companheiro. Alguém que nos compreenda que nos faça feliz, que seja como uma espécie de sintonia, com atração. Compartilhar das coisas para, sim, darmos razão a nossa própria existência física e emocional. Mas o amor tem durabilidade? Talvez!

Idealizamos e planejamos nossa vida no decorrer de cada estágio que seguimos. Estudar, fazer carreira, casar, ter filhos... E no momento em que entramos em cada novo estágio exigimos de nós mesmos conquistar aquilo que esta no programa. Mas depois de algum tempo, depois de alguns anos podemos nós nos questionar de nossas ações, cada uma delas, até chegarmos a questionar o amor, sobre o amor. A felicidade esta intimamente ligada à afeição a alguém e quando não estamos com este sentimento completo começamos a questionar a amor novamente e novamente.

Sim, conhecemos o amor em diversas formas: a amor a um filho é um tipo, o amor a um Pai é outro e o amor a um companheiro(a) é diferente de tudo. A Paz interior que buscamos esta, diretamente ligada, em termos alguém. Mas como saber se aquele(a) é o verdadeiro amor? E será que existe amor falso? Ou quando achamos estar amando, não é amor, é apenas o fato de termos encontrado alguém que se enquadra com o nosso perfil ou com nossas necessidades?

Guimarães Rosa disse em uma de suas frases: o amor tem muitas maneiras de parecer que morreu. Muitos poetas escrevem sobre o amor, que depois que encontramos o amor estamos traçados amar eternamente. Mas, o sentimento do amor desgasta?  Ou estamos acondicionados num ritmo de vida que esquecemos do romantismo?

Este sentimento apaixonado por uma pessoa, esta afeição viva pode se transformar a cada fase da vida que passamos, a cada nova etapa que enfrentamos, ou o simples fato de descobrirmos o verdadeiro sentimento de amar. Conviver simplesmente não é o bastante, é preciso conhecer a si mesmo, viver e vivenciar os acontecimentos a cada aniversário.

Cada relacionamento que tivemos, cada um deles, teve uma certa intensidade e o mais forte, aquele que achávamos estar pronto, aquele que achávamos que estávamos sendo correspondido, demos início a uma vida a dois, compartilhar. Será este ser o amor eterno? Desvendar, com as nossas limitadas capacidades, para saber como é o amor antes mesmo de nos envolvermos num compromisso que, muitas vezes, pode parecer não ter volta. Caberia a nós termos mais paciência e esperarmos amadurecermos antes de acreditar no sentimento afetivo e real por alguém? Difícil, não é mesmo? Somos inexperientes, imaturos e temos mais um turbilhão de coisas para pensarmos do que ficarmos analisando o amor.

E qual seria a idade certa para sabermos e sentirmos que estamos prontos? A grande questão é que nunca saberemos o que é o amor, pois quanto mais avançamos, mais vamos mudando nossas opiniões com relação a muitas coisas. O conhecer, o descobrir, o querer seguir em frente sem estacionarmos faz com que nós, humanos imperfeitos, desejamos sempre o querer e isso pode fazer uma enorme diferença no dia-a-dia de todos nós. Conhecer novos sabores, novas cores, lugares e pessoas, ou mudar o nosso próprio perfil no decorrer dos anos, certamente, estaremos vulneráveis a questionar mais e mais o assunto que não cala jamais, o amor.

Mas cada um de nós em um determinado momento da sua vida saberá que o que conheceu não foi amor, ou sim. E ao se deparar com isso, ao perceber que o amor pode estar no virar da esquina ou que ele sempre esteve tão próximo que não conseguiu sentir a amarga ausência do amar, cada um de nós saberá o que vai sentir, mesmo que seja em forma de lágrimas ou doces gargalhadas.

E ao questionarmos o amor não podemos esquecer de um outro sentimento avassalador, a paixão. Dois sentimentos bem distintos, mas que confundem demasiadamente o afetado. A paixão é temporária e aquele que desejar tê-la para sempre se perderá pelo caminho que escolher e o amor nunca conhecerá. Não podemos nos apegar a paixão, a paixão é a novidade, do querer compartilhar o amor, e quando isso acontece à paixão se transforma. Aquele que desejar sentir a paixão por toda a sua vida jamais terá conhecido o amor. O verdadeiro amor.

Mas cabe a nós também arriscarmos, sair da toca e ver se a fonte que avistamos ao longe terá o mais precioso sentimento, o amor, porque ser feliz é tudo que se quer, ser feliz é tudo que mais buscamos na vida. (Paty Magu)